Ando a pensar pagar uma viagem a Portugal maioritariamente para ir buscar champô e máscara para o cabelo.
Isto porque:
Estou em Paris. A marca dos produtos é Purah Paris. Não existe, aparentemente, em Paris.
O que é que não bate certo aqui?
sábado, 21 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Definitivamente no bom caminho
Comprei uma televisão, sob o pretexto de precisar de ouvir mais Francês e assim aprender qualquer coisa. Já me tinham dito que ver o noticiário podia ajudar imenso, e para por legendas e toda uma série de truques e dicas para tirar o máximo proveito da coisa.
No primeiro dia, foi o que fiz: escolhi um canal generalista, pus legendas tipo teletexto e 'bora lá dominar le français! Tudo muito bem, isto pode resultar, estou super motivada e já me sinto a carregar nos érres.
Só que depois, num breve momento de zapping, cruzei-me com Les Reines du Shopping e a minha vida mudou para sempre. É o tipo de programa superinútil inovador que eu gosto de ver: 5 concorrentes que vão às compras com um determinado tema e budget, e que disputam o título de "Rainha das Compras" e um prémio de 1000 euros. Digno de Emmy, basicamente.
Portanto, de notícias não sei nada, mas termos relacionados com moda e afins já sou fluente! E, melhor ainda: com as invejosas a dizerem mal umas das outras, também se aprende umas expressões bastante úteis para acompanhar um bom revirar de olhos. Muito mais importante do que aprender coisas a sério, right?
No primeiro dia, foi o que fiz: escolhi um canal generalista, pus legendas tipo teletexto e 'bora lá dominar le français! Tudo muito bem, isto pode resultar, estou super motivada e já me sinto a carregar nos érres.
Só que depois, num breve momento de zapping, cruzei-me com Les Reines du Shopping e a minha vida mudou para sempre. É o tipo de programa super
Portanto, de notícias não sei nada, mas termos relacionados com moda e afins já sou fluente! E, melhor ainda: com as invejosas a dizerem mal umas das outras, também se aprende umas expressões bastante úteis para acompanhar um bom revirar de olhos. Muito mais importante do que aprender coisas a sério, right?
sábado, 7 de fevereiro de 2015
5 Coisas que nunca encontrei no típico supermercado francês
Um dos grandes desafios, ao ir viver para um país diferente, é ajustar a nossa típica lista de compras de supermercado de acordo com a oferta disponível. Na maioria dos casos, é possível encontrar os mesmos produtos ou algo que seja suficientemente semelhante, mas há, certamente, exceções.
E aqui ficam as cinco com que me tenho deparado e que me tiram, absolutamente, do sério:
- Packs de iogurtes líquidos - À exceção de escassas garrafas de 1 litro ou dos universais Actimel, encontrar iogurtes líquidos normais parece ser tarefa impossível;
- Queijo flamengo - No país das tábuas de queijos, algo tão comum para nós como o queijo flamengo é coisa que não existe. Já vasculhei as prateleiras do maior Carrefour que conheço e nada;
- Gelatinas em copo - A Dieta dos 31 Dias aqui não teria sucesso e, a julgar pela cara de ponto de interrogação da pessoa a quem perguntei, gelatinas já preparadas são a coisa mais exótica de sempre;
- Batatas fritas em palha - Esqueçam metade dos pratos deliciosos de bacalhau que conhecem, esta gente não sabe o que é bom;
- Charcutaria - Lá se foram as minhas "150 gramas de fiambre de frango em fatias fininhas": ao que parece, aqui a moda é comprar nacos de fiambre da grossura de bifes já embalados, e o espaço de charcutaria resume-se a uma ou várias filas de frigoríficos.
Da próxima vez que for a Portugal, em vez de levar uma mala vazia, levo uma geleira. Já dizia o outro: só se dá valor ao que se tem quando se perde!
quinta-feira, 29 de janeiro de 2015
10 Considerações sobre a mudança de casa
É verdade: mudei de casa. Nove meses depois, excluí-me da lista de pessoas que moram em menos de 30 metros quadrados e que dormem na cozinha e cozinham no quarto. Fi-nal-men-te!
Posto isto, algumas considerações sobre a mudança:
- Os sacos azuis do Ikea são os meus melhores amigos e os caixotes para mudanças são tão last season;
- O meu primeiro contacto com uma vizinha consistiu no seguinte: expliquei-lhe que era portuguesa, respondeu-me perguntando num Espanhol péssimo se estava a fazer as limpezas do prédio;
- Ter luzes no teto dos quartos é uma coisa que, aparentemente, não assiste os franceses - continuo a fazer festas na parede, à procura de um interruptor que não existe;
- Não faço mais nada senão cozinhar e lavar roupa em casa - há que tirar a barriga da miséria;
- É possível chamar o J. e ele não me ouvir, porque está noutra divisão (awesome!!!);
- Se um dia a vida me pregar uma partida, dedico-me a montar móveis do Ikea como profissão - sou realmente boa nisso;
- Nunca mais cheguei atrasada ao trabalho;
- Estou a manter uma tradição - os antigos moradores desta casa eram portugueses;
- Descobri, já depois de ter assinado o contrato, que tenho vista para a Torre Eiffel (parcial, mas still);
- Sou oficialmente recenseada em França, o que me vai permitir ser contabilizada nos pacotes de açúcar que dizem "Bom Dia" aos emigrantes portugueses.
Resumidamente, é isto. Hei-de voltar com mais um capítulo, que inclua a chegada do sofá e a experiência de ver televisão dobrada em Francês. Lá chegaremos...
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
Voltar
É demasiado fácil habituarmo-nos ao que sabe bem. Desabituar-nos, por outro lado, já é toda uma outra conversa.
Em menos de uma semana, voltei a assumir como normal passar os dias (ou as noites) rodeada de pessoas que adoro. Deixei de ir direta do trabalho para casa, como quase sempre acontece, para voltar a sentir aquele conforto do que nos é mais querido, do que, durante muito tempo, foi a minha noção de normalidade.
Numa rasteira ao destino (e à Geografia), voltámos a estar as quatro juntas, como nos bons (nos melhores!) velhos tempos. A nunca deixar de ter tema de conversa. A, mesmo sem querer, escrever mais um ou dois capítulos no nosso diário das figuras ridículas. A relembrar o incrível que é pessoas tão diferentes como nós se terem encontrado umas às outras e ficado, até hoje.
Esperei pela semana passada como espero por muito poucas coisas. Foi ainda melhor do que poderia prever. Foi perfeita, mesmo com o termómetro a marcar temperaturas muito pouco amigas de quem vem lá do retângulo à beira mar (e muito menos do Brasil!).
No final, que chegou demasiado depressa, invadiu-me um enorme sentimento de perda. Aquela amargura e nostalgia que só se sente em relação a momentos e pessoas realmente especiais.
Mas valeu a pena voltarmos. À exceção da nossa dispersão pelo mapa e do facto de as nossas "festas do pijama" já não envolverem terminar trabalhos de grupo para o dia seguinte, nada mudou. Somos as mesmas pessoas, individualmente e no nosso quarteto fantástico. E não há nada mais reconfortante do que isso, nem melhor forma de começar o ano!
Em menos de uma semana, voltei a assumir como normal passar os dias (ou as noites) rodeada de pessoas que adoro. Deixei de ir direta do trabalho para casa, como quase sempre acontece, para voltar a sentir aquele conforto do que nos é mais querido, do que, durante muito tempo, foi a minha noção de normalidade.
Numa rasteira ao destino (e à Geografia), voltámos a estar as quatro juntas, como nos bons (nos melhores!) velhos tempos. A nunca deixar de ter tema de conversa. A, mesmo sem querer, escrever mais um ou dois capítulos no nosso diário das figuras ridículas. A relembrar o incrível que é pessoas tão diferentes como nós se terem encontrado umas às outras e ficado, até hoje.
Esperei pela semana passada como espero por muito poucas coisas. Foi ainda melhor do que poderia prever. Foi perfeita, mesmo com o termómetro a marcar temperaturas muito pouco amigas de quem vem lá do retângulo à beira mar (e muito menos do Brasil!).
No final, que chegou demasiado depressa, invadiu-me um enorme sentimento de perda. Aquela amargura e nostalgia que só se sente em relação a momentos e pessoas realmente especiais.
Mas valeu a pena voltarmos. À exceção da nossa dispersão pelo mapa e do facto de as nossas "festas do pijama" já não envolverem terminar trabalhos de grupo para o dia seguinte, nada mudou. Somos as mesmas pessoas, individualmente e no nosso quarteto fantástico. E não há nada mais reconfortante do que isso, nem melhor forma de começar o ano!
domingo, 28 de dezembro de 2014
É aquela altura do ano
Prevendo a falta de tempo dos próximos dias, com as visitas mais aguardadas do ano (!!!), antecipo-me neste post. Ainda que pouco original, gosto sempre de fazer este exercício de balanço do ano que termina/objetivos para o que vai começar.
2014 foi o ano em que:
- Perdi uma das pessoas mais importantes da minha vida - o meu avô;
- Perdi a motivação e o sentido de foco e clareza de objetivos;
- Decidi levar à letra o "se estás mal, muda-te!";
- Despedi-me do emprego que sempre quis ter;
- Mudei-me para Paris (tecnicamente, Versailles, mas pronto);
- Conheci uma realidade laboral em que a palavra "Crise" não é rainha e senhora de tudo e todos;
- Visitei Londres e Bruxelas;
- Conheci pessoas de todo o mundo;
- Fui a três casamentos;
- Decidi que o queijo brie é, definitivamente, o meu favorito (este é o ponto mais importante da lista).
Um início doloroso, mas, no geral, um ano bastante positivo. 2014 foi, sem dúvida, um dos anos mais marcantes da minha vida.
Em 2015 quero:
- Falar menos;
- Pensar menos;
- Comer menos;
- Viajar mais;
- Fazer mais;
- Viver mais.
Ah! E melhorar o meu Francês.
Tipo:
Bonne Année, mes amis!
2014 foi o ano em que:
- Perdi uma das pessoas mais importantes da minha vida - o meu avô;
- Perdi a motivação e o sentido de foco e clareza de objetivos;
- Decidi levar à letra o "se estás mal, muda-te!";
- Despedi-me do emprego que sempre quis ter;
- Mudei-me para Paris (tecnicamente, Versailles, mas pronto);
- Conheci uma realidade laboral em que a palavra "Crise" não é rainha e senhora de tudo e todos;
- Visitei Londres e Bruxelas;
- Conheci pessoas de todo o mundo;
- Fui a três casamentos;
- Decidi que o queijo brie é, definitivamente, o meu favorito (este é o ponto mais importante da lista).
Um início doloroso, mas, no geral, um ano bastante positivo. 2014 foi, sem dúvida, um dos anos mais marcantes da minha vida.
Em 2015 quero:
- Falar menos;
- Pensar menos;
- Comer menos;
- Viajar mais;
- Fazer mais;
- Viver mais.
Ah! E melhorar o meu Francês.
Tipo:
Bonne Année, mes amis!
sábado, 20 de dezembro de 2014
Vou virar DJ
Na festa de Natal da empresa, já perto do final da noite...
Eu: Tem alguma música brasileira?
DJ: Então, tenho este reggaeton que estou a passar agora!
Pois, então, está a haver aqui uma grave falha ao nível da cultura/alinhamento musical. Primeiro, lá porque fica tudo para os lados da América Latina, não quer dizer que seja tudo farinha do mesmo saco. Depois, festa que é festa precisa de um Gabriel Valim, ou de um Gusttavo Lima... Música a sério, estão a ver?
Para o ano, voluntario-me como DJ. Sinto que este país precisa de alguém com um gosto musical refinado como o meu.
Eu: Tem alguma música brasileira?
DJ: Então, tenho este reggaeton que estou a passar agora!
Pois, então, está a haver aqui uma grave falha ao nível da cultura/alinhamento musical. Primeiro, lá porque fica tudo para os lados da América Latina, não quer dizer que seja tudo farinha do mesmo saco. Depois, festa que é festa precisa de um Gabriel Valim, ou de um Gusttavo Lima... Música a sério, estão a ver?
Para o ano, voluntario-me como DJ. Sinto que este país precisa de alguém com um gosto musical refinado como o meu.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Inserir imagem tipo "December, be nice to me"
Quem me conhece bem sabe que passo a vida a fazer planos (quem não me conhece... Prazer, sou a Sara). Sou insatisfeita - não confundir com ingrata - por natureza, e preciso sempre de sentir que estou a andar para a frente. Dito de outra forma, preciso de saber que tenho sempre algo por que esperar, por muito pequeno ou simples que seja.
Depois de um novembro insonso, ainda no rescaldo da tão aguardada ida a casa, dezembro começou a desenhar-se promissor. E tem sido.
Uma visita de uma amiga, com um lanche ou café já alinhavados, transformou-se num fim de semana de turismo intenso. De frio intenso também, mas, quando se está em boa companhia, há detalhes que passam imediatamente para segundo plano. Houve direito a subir pela terceira vez à Torre Eiffel, à estreia no topo do Arco do Triunfo (à beira de uma apoplexia, com tanto degrau) e, entre muitas coisas, a um mega shopping spree pelas lojinhas de souvenirs e não só de Montmartre. Um excelente pontapé de saída, diria eu.
Este fim de semana, uma escapadela de última hora a Bruxelas. Um casamento serviu de pretexto (e que ótimo pretexto!) para três dias espetaculares, por terras do menino que faz xixi em público. Bastante turismo, sim, mas acima de tudo, muita boa comida e bebida, e muita gente simpática. Mais um certinho no mapa, e um empurrão para o resto do mês.
E, como se já não me sentisse suficientemente sortuda (eu bem quis deixar claro que não sou ingrata), este mês ainda me reserva uma ida a casa e uma visita de três dos grandes amores da minha vida, para terminar o ano em beleza. Como não podia deixar de ser, o Natal será passado ao calor da lareira, de casa e mesa cheias. Serão cinco dias no inverno tropical de Portugal (sim, isso aí é peanuts para quem anda nestas andanças) e um regresso para receber, de braços escancarados, a minha Verdocas Crew.
Planos para a passagem de ano? Aproveitar ao máximo a presença destas três pessoas que são personagens na grande maioria das minhas melhores memórias dos últimos anos. Haja comida, bebida e voz que se aguente (e uma ida à Disney, vá), e a gente não precisa de muito mais!
E é assim, uma espécie de relatório para a meia dúzia de pessoas que sei que gostam de "me" ler. A falta de assiduidade dá nisto, mas lá por tardar não quer dizer que falhe.
Tudo muito bem posto em perspetiva, a cachopa anda feliz da vida por estes lados!
Depois de um novembro insonso, ainda no rescaldo da tão aguardada ida a casa, dezembro começou a desenhar-se promissor. E tem sido.
Uma visita de uma amiga, com um lanche ou café já alinhavados, transformou-se num fim de semana de turismo intenso. De frio intenso também, mas, quando se está em boa companhia, há detalhes que passam imediatamente para segundo plano. Houve direito a subir pela terceira vez à Torre Eiffel, à estreia no topo do Arco do Triunfo (à beira de uma apoplexia, com tanto degrau) e, entre muitas coisas, a um mega shopping spree pelas lojinhas de souvenirs e não só de Montmartre. Um excelente pontapé de saída, diria eu.
Este fim de semana, uma escapadela de última hora a Bruxelas. Um casamento serviu de pretexto (e que ótimo pretexto!) para três dias espetaculares, por terras do menino que faz xixi em público. Bastante turismo, sim, mas acima de tudo, muita boa comida e bebida, e muita gente simpática. Mais um certinho no mapa, e um empurrão para o resto do mês.
E, como se já não me sentisse suficientemente sortuda (eu bem quis deixar claro que não sou ingrata), este mês ainda me reserva uma ida a casa e uma visita de três dos grandes amores da minha vida, para terminar o ano em beleza. Como não podia deixar de ser, o Natal será passado ao calor da lareira, de casa e mesa cheias. Serão cinco dias no inverno tropical de Portugal (sim, isso aí é peanuts para quem anda nestas andanças) e um regresso para receber, de braços escancarados, a minha Verdocas Crew.
Planos para a passagem de ano? Aproveitar ao máximo a presença destas três pessoas que são personagens na grande maioria das minhas melhores memórias dos últimos anos. Haja comida, bebida e voz que se aguente (e uma ida à Disney, vá), e a gente não precisa de muito mais!
E é assim, uma espécie de relatório para a meia dúzia de pessoas que sei que gostam de "me" ler. A falta de assiduidade dá nisto, mas lá por tardar não quer dizer que falhe.
Tudo muito bem posto em perspetiva, a cachopa anda feliz da vida por estes lados!
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Dos pormenores deliciosos
Embora ainda falte uma pequena eternidade para a (tão aguardada) mudança de casa, o meu mindset já está completamente focado nesse tópico. A somar ao vício insaciável de ver anúncios online, tenho agora a acontecer, inadvertidamente, uma listagem das coisas de que vou sentir falta quando sair de Versailles.
Número 1 da dita lista:
Passar na boulangerie, ao final do dia, a caminho de casa. Não haver baguetes, mas faltarem cinco minutos para sair uma nova fornada. Oferecerem bolinhos à pequena multidão, que entretanto se acumula, como forma simbólica de compensação. Sair satisfeita, a queimar as mãos e a deliciar-me com o cheiro de pão acabadinho de fazer.
Os pequenos (mas maravilhosos) prazeres da vida fora dos grandes centros urbanos...
Número 1 da dita lista:
Passar na boulangerie, ao final do dia, a caminho de casa. Não haver baguetes, mas faltarem cinco minutos para sair uma nova fornada. Oferecerem bolinhos à pequena multidão, que entretanto se acumula, como forma simbólica de compensação. Sair satisfeita, a queimar as mãos e a deliciar-me com o cheiro de pão acabadinho de fazer.
Os pequenos (mas maravilhosos) prazeres da vida fora dos grandes centros urbanos...
sábado, 22 de novembro de 2014
Mudar de Casa
Ainda sou do tempo (e do espaço) em que se ia ao Sapo Casas e outros que tal, gostava-se de uma casa, contactava-se o dono, visitava-se e puff: 'bora mudar! Aqui a história é outra: demora tempo, dá trabalho, é chato.
Precisam de todos os papéis e mais alguns, precisam de comprovativos e certificados e cenas. Não me espantaria se me pedissem o número do sapato e o meu registo criminal!
No país da burocracia, mudar de casa é processo para demorar meses. Somos avaliados, escrutinados e recebemos "Nãos". Não ser francesa não ajuda; não falar francês torna tudo muito mais difícil.
A saga ainda agora começou e eu, mesmo sabendo que, para já, não me adianta de nada, estou viciada em ver anúncios. Cada casa que gosto é decorada mentalmente em menos que nada. Faço planos, imagino, crio álbuns de inspiração no Pinterest...
Em três meses, espero estar a escrever rodeada por outras paredes e com uma vista diferente da minha janela. Desejem-me sorte... e paciência!
Precisam de todos os papéis e mais alguns, precisam de comprovativos e certificados e cenas. Não me espantaria se me pedissem o número do sapato e o meu registo criminal!
No país da burocracia, mudar de casa é processo para demorar meses. Somos avaliados, escrutinados e recebemos "Nãos". Não ser francesa não ajuda; não falar francês torna tudo muito mais difícil.
A saga ainda agora começou e eu, mesmo sabendo que, para já, não me adianta de nada, estou viciada em ver anúncios. Cada casa que gosto é decorada mentalmente em menos que nada. Faço planos, imagino, crio álbuns de inspiração no Pinterest...
Em três meses, espero estar a escrever rodeada por outras paredes e com uma vista diferente da minha janela. Desejem-me sorte... e paciência!
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